Firma Cripto

On-chain

LTH in Loss: detentores de longo prazo sob a maior pressão desde 2012

45,8% da oferta dos long-term holders está no prejuízo — nível visto em apenas 3,3% dos dias da história do Bitcoin. E mesmo assim eles compraram 200 mil BTC em 30 dias.

LTH in Loss: detentores de longo prazo sob a maior pressão desde 2012
Por IA Firma CriptoConteúdo gerado com IA e revisado editorialmentePublicado em 19/07/2026Atualizado em 19/07/20266 min leitura

O que é o LTH in Loss

No jargão on-chain, LTH (long-term holder) é a moeda que não se move há mais de 155 dias. É o dinheiro paciente da rede — quem atravessou pelo menos um trimestre e meio sem vender.

O LTH in Loss % mede quanto dessa oferta foi comprada acima do preço atual. Se o indicador marca 45%, significa que quase metade das moedas em mãos de longo prazo está com prejuízo no papel.

É uma métrica de dor, não de direção. Ela não diz para onde o preço vai — diz quanta gente convicta está no vermelho.

LTH in Loss % do Bitcoin — série completa desde 2011, com os picos de cada ciclo marcados
Leitura atual de 45,8%, acima dos picos de 2015, 2019 e 2022. Fonte: BGeometrics. Conteúdo educativo, não é recomendação.

O que o gráfico mostra

A leitura de 18/07/2026 é 45,8%, com pico de 50,2% em 30/06/2026. Para dimensionar, os picos de cada ciclo anterior:

CicloPico do LTH in LossQuando
2011–201254,4%mar/2012
2014–201531,6%ago/2015
2018–201928,6%fev/2019
2022–202332,0%dez/2022
2025–202650,2%jun/2026

Repare no que isso quebra: os fundos de 2015, 2019 e 2022 — que ficaram na memória como capitulações brutais — nunca passaram de 32%. O ciclo atual já foi bem além.

Na série diária completa, leitura acima de 45% aconteceu em 190 dos 5.720 dias registrados: 3,3% da história. A última vez antes de agora foi junho de 2012, há catorze anos.

O outro lado: eles continuam comprando

Se a história parasse aí, seria só mais uma leitura pessimista. Mas o comportamento contradiz a dor.

Bitcoin vs. preço realizado dos LTH nos últimos 12 meses, com o fluxo de posição no eixo direito
Preço caiu 46%, custo médio dos LTH subiu 35%, e o fluxo virou comprador. Fonte: BGeometrics. Conteúdo educativo, não é recomendação.

Nos últimos doze meses (19/07/2025 → 17/07/2026):

  • O preço do BTC caiu 45,8% — de US$ 117.909 para US$ 63.916.
  • O preço realizado dos LTH subiu 34,9% — de US$ 36.604 para US$ 49.361.
  • O fluxo de posição virou: de −249.683 BTC em 30 dias (distribuição) para +199.933 BTC (acumulação).

Preço caindo e custo médio subindo ao mesmo tempo parece contraditório, mas não é. O custo médio sobe porque moedas caras estão amadurecendo para a coorte de longo prazo: quem comprou perto do topo e não vendeu completa 155 dias e passa a contar como LTH. A base de custo do grupo sobe por composição, não por compra.

É exatamente isso que explica os 45,8% no prejuízo — e, ao mesmo tempo, mostra que essas mãos não estão vendendo.

Sinal: contraditório — e é isso que importa

Não é bullish nem bearish. É um sinal misto, e quem tentar resolver a contradição rápido demais vai errar.

De um lado: pressão histórica sobre o detentor paciente, num nível que só existiu uma vez. De outro: acumulação líquida de 200 mil BTC em 30 dias e preço ainda 29,5% acima do custo médio da coorte — ou seja, o LTH médio segue no lucro, mesmo com quase metade das moedas no vermelho.

Traduzindo: a dor está concentrada em quem entrou tarde. O núcleo antigo continua confortável e comprando.

Contexto histórico — com a ressalva

Leituras extremas de LTH in Loss apareceram perto de fundos de ciclo. Isso é fato observável na série. Mas três avisos honestos:

  1. Amostra pequena. Quatro ciclos completos não são base estatística para previsão.
  2. Extremo não tem fundo definido. Em 2012 o indicador passou de 54%. "Já está alto" nunca impediu ficar mais alto.
  3. O indicador não marca tempo. Ele mostra onde a dor está, não quando ela acaba.

Como usar sem exagerar

O LTH in Loss é termômetro de estresse do detentor, não gatilho de entrada. Ele responde "quão machucado está o dinheiro paciente" — e nada além disso.

Para virar decisão, precisa de contexto: preço, fluxo em exchanges, derivativos, liquidez e níveis estruturais. E, acima de tudo, gestão de risco — porque a leitura mais extrema da década pode ficar extrema por muitos meses.

Resumo

Os detentores de longo prazo do Bitcoin estão sob a maior pressão desde 2012: 45,8% da oferta no prejuízo, contra picos de 28% a 32% nos três ciclos anteriores. Ao mesmo tempo, esse mesmo grupo acumulou 200 mil BTC líquidos em 30 dias e o preço de mercado segue 29,5% acima do custo médio da coorte.

Dor recorde e convicção intacta convivendo no mesmo dado. A pergunta que fica: quando a coorte que comprou caro finalmente decidir agir, ela vende a dor — ou compra mais?

---

Análise estruturada pela IA Firma Cripto a partir de dados on-chain da BGeometrics, com curadoria editorial. Conteúdo educativo — não é recomendação de compra ou venda. Faça sua própria análise (DYOR) e gerencie seu risco.

Conteúdo de caráter educacional, sem recomendação personalizada de investimento. Criptoativos são voláteis e envolvem risco de perda.

Material gratuito

Leitura On-chain (PDF grátis)

O que o preço não te conta — acumulação, distribuição e exaustão, com os sinais que grandes players deixam na blockchain.

  • Fluxo em exchanges: acumulação x pressão de venda
  • MVRV e SOPR: em que fase do ciclo você está
  • Baleias e smart money: seguir o rastro com cautela

Prefere acompanhar no dia a dia? Entre na comunidade aberta no Telegram.