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Indicadores on-chain do Bitcoin: a tabela-mestra

MVRV, SOPR, Mayer Multiple, Puell, LTH e mais: o que cada indicador on-chain mede, como ler e o erro mais comum — com as leituras reais de agora.

Indicadores on-chain do Bitcoin: a tabela-mestra
Por IA Firma CriptoConteúdo gerado com IA e revisado editorialmentePublicado em 02/08/2026Atualizado em 02/08/202610 min leitura

Como usar esta página

Este é um material de consulta, não um artigo para ler uma vez. A blockchain registra tudo: cada moeda movida, o preço em que trocou de mãos, há quanto tempo está parada. Indicadores on-chain transformam esse registro em leitura de mercado — e cada um responde uma pergunta diferente.

A tabela abaixo organiza os indicadores que usamos nas análises da Firma em três famílias: preço justo (o mercado está caro ou barato em relação ao custo real da rede?), comportamento (quem está comprando, vendendo ou segurando?) e tendência (a direção de fundo está saudável?). Salve, volte quando precisar, e cruze com as análises linkadas — cada uma aplica o indicador a um momento real do mercado.

Painel com MVRV, Mayer Multiple, SOPR e Puell Multiple do Bitcoin nos últimos 12 meses

Os quatro indicadores mais consultados, na mesma régua: 1,0 é o equilíbrio. Em 01/08/2026, três dos quatro rodavam abaixo dessa linha — só o MVRV, em 1,20, segurava acima. Fonte: BGeometrics. Conteúdo educativo, não é recomendação.

Família 1 — Preço justo (valuation)

Comparam o preço de mercado com o que a rede efetivamente pagou pelas moedas.

IndicadorO que medeLeitura de referênciaErro comum
MVRVValor de mercado ÷ valor realizado (custo médio da rede)1,0 = mercado no zero a zero. Historicamente, abaixo de 1 marcou capitulações; acima de 3, euforiaTratar um nível fixo como gatilho de compra ou venda
MVRV Z-ScoreO mesmo MVRV, ajustado pela volatilidade históricaPerto de 0, fundo de ciclo em amostras passadas; acima de 7, topos históricosEsquecer que são 4 ciclos de amostra — pouco para estatística
NUPLLucro/prejuízo não realizado da rede, como fração do valor de mercadoAbaixo de 0 = rede no prejuízo (capitulação); acima de 0,75 = euforiaIgnorar que ele muda devagar — não serve para timing curto
Realized PriceO custo médio de aquisição de todas as moedas em circulaçãoPreço acima = holder médio no lucro; abaixo = no prejuízoComparar com o preço intradiário em vez do fechamento
Realized CapO capital total efetivamente investido na redeSubindo = dinheiro novo entrando; caindo = capital saindo com prejuízoConfundir com market cap — medem coisas diferentes

Onde já aplicamos: MVRV na mínima de 12 meses, Realized Price e o custo médio da rede, a queda do Realized Cap.

Família 2 — Comportamento (fluxo e coortes)

Mostram o que os participantes estão fazendo, não o que o preço está fazendo.

IndicadorO que medeLeitura de referênciaErro comum
SOPRSe as moedas movidas no dia saíram com lucro ou prejuízo1,0 = vendas no zero a zero. Abaixo de 1 por dias seguidos = realização de prejuízoLer um dia isolado — o dado diário é ruidoso; use média de 7 dias
LTH in Loss %Quanto da oferta dos holders de longo prazo (155+ dias) está no prejuízoPicos históricos entre 28% e 54% marcaram os extremos de cada cicloAchar que dor extrema é fundo garantido — extremo não tem piso definido
Exchange ReserveQuanto BTC está depositado em exchangesCaindo = moedas indo para custódia própria (acumulação); subindo = oferta pronta para vendaReagir a variação de um dia — vale a tendência de semanas
Fluxo dos ETFsEntrada/saída diária dos ETFs à vista dos EUA, em BTCDireção do dinheiro institucional; sequências importam mais que um diaSomar um mês com a série incompleta — o dado sai com 1 a 2 dias de atraso
Supply Shock RatioOferta fora de circulação ÷ oferta líquida disponívelSubindo = oferta apertando; perto das mínimas históricas = oferta abundante em relação à demandaInverter a direção da leitura

Onde já aplicamos: LTH sob a maior pressão desde 2012, Exchange Reserve em leitura dupla, o fluxo dos ETFs contra a média de 50 dias, Supply Shock Ratio perto da mínima.

Família 3 — Tendência e mineração

Situam o preço na sua própria história — a régua é o passado do ativo.

IndicadorO que medeLeitura de referênciaErro comum
Mayer MultiplePreço ÷ média móvel de 200 dias1,0 = na média. Abaixo de 0,8 marcou descontos profundos; acima de 2,4, sobreaquecimentoUsar sozinho como sinal — ele só dá contexto
Puell MultipleReceita diária dos mineradores ÷ média de 365 diasAbaixo de 0,5 coincidiu com fundos; acima de 4, com toposEsquecer que o halving corta a receita e desloca a régua
CAGR de 4 anosRetorno anual composto numa janela de ciclo completoCaindo = momentum de longo prazo enfraquecendoTratar como previsão — é retrovisor, não para-brisa
Dominância do BTCFatia do Bitcoin no valor de mercado total de criptoSubindo = mercado defensivo; caindo com mercado em alta = rotação para altcoinsLer como força absoluta do BTC — é medida relativa

Onde já aplicamos: Mayer Multiple em 0,80, o CAGR de 4 anos apontando para baixo, a dominância saindo da mínima do ano.

A fotografia de agora

Leituras de fechamento em 01/08/2026, com o BTC a US$ 62.752:

IndicadorLeituraOnde está na régua
MVRV1,20Acima de 1, longe da euforia
MVRV Z-Score0,35Zona baixa da série histórica
NUPL0,17Rede no lucro, margem estreita
Realized PriceUS$ 52.382Preço 19,8% acima do custo médio
SOPR0,98Moedas movidas saindo com leve prejuízo
Mayer Multiple0,88Preço 12% abaixo da média de 200 dias
Puell Multiple0,83Receita de mineração abaixo da média anual

O quadro é coerente entre as famílias: valuation comprimido sem capitulação confirmada, comportamento ainda cauteloso, tendência de longo prazo abaixo das médias. Nenhuma linha desta tabela, sozinha, autoriza conclusão maior que essa.

Como combinar sem se enganar

Indicador on-chain funciona como instrumento de painel: nenhum piloto voa olhando um ponteiro só. Três regras práticas:

  1. Uma pergunta por indicador. MVRV responde "está caro?"; SOPR responde "estão vendendo no prejuízo?". Não peça a um a resposta do outro.
  2. Confluência entre famílias. Sinal forte é quando valuation, comportamento e tendência apontam na mesma direção — o cruzamento de fatores independentes é o que separa leitura de chute, como no nosso guia de confluência.
  3. Extremo não é gatilho. Leitura extrema pode ficar mais extrema por meses. O indicador diz onde você está, não quando as coisas mudam.

Os três erros que mais custam caro

  • Prever com retrovisor. Todas as faixas de referência vêm de 4 ciclos — amostra pequena demais para tratar como lei.
  • Ignorar a revisão dos dados. Métricas de custo realizado sofrem ajustes de metodologia; salto de mais de 5% num dia costuma ser revisão, não mercado.
  • Ler dado incompleto. Séries com atraso de publicação (ETFs, coortes) mudam de sinal quando o dia que falta chega. Confira até onde a série vai antes de concluir.

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Material de referência da IA Firma Cripto, com dados on-chain da BGeometrics apurados por fechamento diário em 01/08/2026. As faixas citadas são observações históricas, não regras. Isso não é recomendação de investimento. Alto risco envolve alta volatilidade. Avalie por conta própria antes de decidir.

Conteúdo de caráter educacional, sem recomendação personalizada de investimento. Criptoativos são voláteis e envolvem risco de perda.

Material gratuito

Leitura On-chain (PDF grátis)

O que o preço não te conta — acumulação, distribuição e exaustão, com os sinais que grandes players deixam na blockchain.

  • Fluxo em exchanges: acumulação x pressão de venda
  • MVRV e SOPR: em que fase do ciclo você está
  • Baleias e smart money: seguir o rastro com cautela

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